Briófitas

O mundo dos musgos, estes incríveis seres que sobrevivem em locais mais diversificados do planeta
As plantas parecem Ter sido derivadas de uma Charophycea ( alga verde), assim os dois grupos contribuem com vários caracteres: clorofila a como o principal pigmento fotossintetizante, com clorofila b e carotenóides como pigmentos acessórios: amidos depositados nos cloroplastos; paredes celulares celulósicas; e divisão celular pela formação de fragmoplastos e placa celular. Do mesmo ancestral de plantas - que mostravam sua alternância de gerações heteromórficas, formavam embriões e tinham gametângio multicelular - várias linhas evolucionárias derivaram.
As briófitas consistem em três divisões de estrutura muito simples, plantas pequenas em que o gametófitos são sempre independentes nutricionalmente dos esporófitos, enquanto que os esporófitos são permanentemente ligados aos gametófitos e variam na sua dependência. Assim o gametófito é a geração dominante. Os órgãos sexuais masculinos, anterídios, e femininos, arquegônios, têm camada externa estéril. Cada arquegônio contém uma oosfera. Numerosos anterozóides são produzidos em cada anterídio; o anterozóide é livre - natante e biflagelado. O esporófito desenvolve - se dentro do arquegônio, mas cresce para fora nos musgos e antóceros, enquanto que se mantém permanentemente ligado. Nos musgos e algumas hepáticas o esporófito é diferenciado em pé, uma seta e uma cápsula ou esporogônio. Os esporófitos de antóceros e musgos crescem mais ou menos independentes nutricionalmente do gametófitos, enquanto que nas hepáticas geralmente mantêm completa dependência de seu gametófito.
Entre as briófitas, hepáticas( divisão Hepatophyta) também carecem de tecido condutor especializado( com algumas exceções) e estômatos; antóceros ( divisão Anthocerotophyta) também carecem de tecido condutor especializado, mas têm estômatos; musgos ( divisão Bryophyta) têm, pelo menos em alguns grupos, tecidos condutor especializado e estômatos, permitindo manter a divisão das plantas. O tecido condutor de musgos, quando presente, consiste em hidróides, células condutoras de água e leptóides ou elementos crivados. Muitas outras estruturas e diferenças bioquímicas delimitam as diferenças entre essas três divisões. Por exemplo, os esporófitos de antóceros são os únicos que têm o meristema basal, que aumenta o tecido da cápsula acima de um período de um mês. Na germinação, os esporos de musgos produzem um gametófito filamentoso ou placa, conhecido como protonema, dando origem aos gametófitos folhosos. Os protonemas são encontrados em algumas hepáticas mas são ausentes em antóceros.

FONTE: BIOLOGIA VEGETAL - PETER H. RAVEN, RAY F. EVERT & SUSAN E. EICHHORN EDITORA GUANABARA KOOGAM, 1996 - 5ª ED.

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