Elefantes

Os ossos e dentes fortes dos elefantes e seus afins deixaram um história bem documentada da evolução da Ordem Proboscidea. Palaemastodon, do Oligoceno do Egito, tinha cerca de 2,4m de altura. Tinham presas curtas, os outros incisivos e caninos haviam desaparecido, restando 26 dentes; todos os pré-molares e molares funcionavam ao mesmo tempo. Apresentava, provavelmente, focinho longo ou trompa. Os descendentes dessa e de outras formas estenderam-se à Índia e, mais tarde, à Eurásia. Gomphotherium, do Mioceno e Plioceno, atingiu a América do Norte. Possuía longa mandíbula inferior, presas superiores e três molares em cada mandíbula. Desenvolveram-se entre os Probocídeos, diversas linhas colaterais, mas nenhuma sobreviveu até épocas posteriores. Stegodon, com longas presas e trompa, apareceu no Plioceno e pode ter sido antes um paralelo aos elefantes do que um ancestral destes animais.
Não existem, atualmente, proboscídeos nativos da América, mas quatro tipos habitavam a América do Norte durante o Pleistoceno e mastodontes viveram na América do Sul desde o fim do Plioceno até o Pleistoceno. O mastodonte (Mammut americanum), com quase 3m de altura, tinha pêlo grosso e longo; habitava as florestas do Canadá e Estados Unidos e provavelmente era caçado pelos primeiros povos nativos. O mamute (Mamuthus primigenius), que se estendia por todo Hemisfério Norte, tinha cerca de 2,7m de altura e era coberto de lã densa. Era caçado pelo homem paleolítico da Europa, que se figurou em suas pinturas em cavernas; resto carnosos de mamutes foram encontrados nos solos congelados da Sibéria e do Alasca. O mamute da Colúmbia (Mammuthus columbi), com 3,3m de altura, tinha presas encurvadas para dentro; habitava, no início do Pleistoceno, as partes mais quentes da América do norte, até a Flórida e o planalto mexicano. O enorme mamute imperial (M. imperator), com pouco mais de 4m de altura, vivia provavelmente em campos, desde o Plioceno até o Pleistoceno médio. Os elefantes atuais da Índia e da África (Elephas, Loxodonta) têm duas grandes presas na mandíbula superior e, em cada meia arcada, apenas um molar funcional de cada vez. Os molares têm numerosas cristas transversais de esmalte, dentre as quais a dentina e o cemento, mais molares, desgastam-se mais rapidamente pela ação dos alimentos grosseiros.

Elephantidae

Elephas maximus, elefante da Índia, Da Índia até o Ceilão e Bornéu, presas até 2,50m de comprimento; usados para transportes nos círculos; Loxodonta africana, elefante africano com mais de 3m de altura, orelhas enormes; cartagineses e romanos domesticavam-no para o transporte na guerra e em desfiles faustosos, mas desde então foi rara sua domesticação.

Ordem 30 - Embrithopoda. Do tamanho de um rinoceronte, pernas anteriores mais curtas que as posteriores, 5 artelhos espalhados; um enorme par de cornos nos ossos nasais e um pequeno par nos frontais; dentes com o mesmo tamanho; Oligoceno; África - Arsinotherium.

Ordem 31 - Hyracoidea. Pequenos; 4 dedos nas pernas anteriores, 3 nas posteriores; dedos com cascos pequenos, com exceção do segundo que apresente garra; orelhas e caudas curtas, incisivos 1/2; sem caninos; superficialmente parecem com cobaias, mas são aparentados com os Proboscidea; Oligoceno a Recente; África e Síria. Procavia (Hyrax), diurnos, em áreas rochosas; Dendrohyrax, em cavidades de árvores, noturnos.

Ordem 32 - Sirenia. Manatis ou peixes-boi. Grandes, corpo fusiforme; pernas anteriores semelhantes a remos, sem pernas posteriores; cauda com lobos laterais, não entalhados; focinho obtuso; boca pequena; lábios carnosos; sem ouvidos externos; dentes com esmalte; poucos pêlos espalhados; estômago complexo; Paleoceno a Recente; mares e rios tropicais e subtropicais; herbívoros. Duas famílias, 3 gêneros; Trichechus, manatis, nos rios quente da Flórida, Índias Ocidentais, Brasil e oeste da África; T. latirostris, manati-da-Flórida, até 3,6m de comprimento; Dugong dugon, dugong, Mar Vermelho e costas da Índia, Nova Guiné e Austrália; Hydrodamatis stelleri, vaca-marinha-de-steller, grande, antigamente nas praias das ilhas do Oceano Pacífico norte, exterminada por caçadores em 1768.

Ordem 33 - Perissodactyla. Mamíferos ungulares de dedos ímpares. Grandes; pernas longas; pé com números ímpares de artelhos, cada um dentro de um frasco córneo; o eixo funcional da perna passando através do artelho médio (3); estômago simples, Eoceno a Recente; Eurásia, África e América tropical.

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