Golfinhos


 

Caracteristicas gerais

Espécies Conhecidas: 37, entre os de água salgada e água doce.
Tempo de vida: em média 35 anos.
Período de Gestação: cerca de dez meses.
Tamanho: desde um metro e meio (golfinho de commerson) até 3 metros e meio (o grande golfinho). Os mais conhecidos, de focinho longo, tem cerca de 2 metros de comprimento.
Temperamento: usualmente afáveis e brincalhões, os golfinhos parecem gostar de companhia humana. Alguns são mais arredios. Há casos raros de agressividade, como o registrado em Caraguatatuba, quando um golfinho agredido matou uma pessoa.
Capacidade de Mergulho: o golfinho tem uma única narina no alto do crânio. Através dela, ele pode renovar 90% do volume de ar cada vez que inspira (no homem, a renovação é de 15%). Num único mergulho, o golfinho é capaz de submergir por 20 minutos até 300 metros de profundidade.
Velocidade: embora sejam gorduchos, os golfinhos conseguem nadar a velocidades de até 40 Km/h, graças a um efeito aerodinâmico que eles alcançam contraindo a pele e formando dobras que diminuem as turbulências.

O mito dos golfinhos...

O sentimento de parentesco entre humanos e golfinhos vem desde a milhares de anos atrás. Os cidadãos da Grécia Antiga honoravam os golfinhos como Deuses, e mantinham um santuário do que eles consideravam ser o Deus Golfinho. Os Maori do Pacifico Sul, tinham em conta os golfinhos como mensageiros dos Deuses.
Estas e outras culturas celebravam rituais divinos que viam estar adjacentes aos golfinhos. Actualmente, estes mamiferos, ja não se encontram elevados ao estado de Deuses, mas para muitas pessoas são considerados como "os humanos do mar". Alguns aquários contribuem para este ponto de vista, promovendo os seus golfinhos como personalidades. Também o cinema, a televisão e a ficção ciêntifica contribuem para o mesmo.
Mas são os golfinhos super-inteligentes?
Apesar dos cerebros dos golfinhos variarem de tamanho de espécie para espécie, são relativamente grandes. Contudo o tamanho do cerebro em nada revela a natureza da inteligencia.
Então para que usam os golfinhos tamanho cerebro?
Alguns investigadores sugerem que o facto do cerebro ser tão grande é necessário para o "sonar" e o processamento do som destes mamiferos. Outros afirmam que o nivel de inteligencia dos golfinhos encontra-se entre o de um cão e o de um chimpazé.
E a resposta certa é... não sabemos. Assim como a inteligencia humana se adapta as nossas necessidades, a inteligencia dos golfinhos adapta-se às suas necessidades.
Então o que sabemos ao certo sobre os golfinhos?
Actualmente a investigação junto dos golfinhos selvagens, revela apenas que eles são curiosos e aparentemente sociáveis. A Roma Antiga contava histórias de rapazinhos que montavam golfinhos, o que é provavelmente verdade, nos ultimos anos, tanto crianças como adultos têm montado golfinhos ao longo das costas dos Estados Unidos, Irlanda, França, Espanha, Jugoslávia, Austrália e Inglaterra.
Conhecem-se também casos de golfinhos que tem salvo vitimas de afogamento. Contudo existem vários documentos de casos de golfinhos que puxam as pessoas para fora da zona de seguranca e que os mantêm debaixo de água.
Não é conhecido nenhum golfinho selvagem que tenha morto uma pessoa, contudo os golfinhos são fortes e animais independentes que devem ser sempre respeitados.
Em vez de lhes confiarmos o titulo de personalidades humanas ou o estatuto de deuses, devemos apreciar a sua independência e liberdade.

Evolução da espécie...

Pouco se sabe acerca dos fósseis de antigas espécies de golfinhos, e o que se sabe é extremamente incerto. Supõe-se que há cerca de 50 milhões de anos atrás, uma espécie de gato pré-histérico (Mesonychidea), comecou a passar mais tempo na água à procura de alimento, e que eventualmente se transformou para melhor se adaptar a esse novo meio ambiente.
O regresso à água, trouxe beneficios significantes para os carnivoros terrestres. Os animais marinhos eram uma nova fonte alimento inexplorada. Mesmo assim, demorou ainda milhões de anos até que os primeiros cetáceos apareceram nos oceanos.
Os primeiros cetáceos foram provavelmente os "Protocetidea", há cerca de 40-50 milhões de anos atrás. Tudo o que sabemos acerca destes pioneiros cetáceos é que possuiam algumas caracteristas reconheciveis da sua espécie. O seu estilo de vida séria, provavelmente anfibio e não complectamente aquático.
Há cerca de 40 milhões de anos atrás, surgiu o "Dorudontinae", que eram muito similares aos golfinhos.
Entre 24 e 34 milhões de anos atrás, surgiram dois grupos "Odontoceti" e "Mysticeti". Entre os primitivos Odontoceti o "Suqalodontae" era o mais parecido com os golfinhos modernos, e foi provavelmente deste grupo que derivaram os golfinhos. Mas havia ainda um aspecto primitivo que os distinguia bem dos actuais golfinhos: os dentes. Nos primitivos Odontoceti, os dentes eram quase todos diferentes, enquanto que nos actuais golfinhos, os dentes são praticamente iguais.
Há cerca de 24 milhões de anos atrás, uma familia bastante diversa denominada de "Kentriodontidae" aparece nos oceanos Atlântico e Pacifico. E é desta familia que nasce a super-familia "Delphinoidea", cerca de 10 milhoes de anos depois.

Anatomia

Estudos sobre golfinhos...  

Aspecto exterior de um golfinho:

Aspecto interior de um golfinho



Orgãos Reprodutores:

Nos machos, a abertura genital é em frente do anûs. O longo pénis, que normalmente se encontra complectamente dentro do corpo, está quase sempre retraido e emerge apenas quando o golfinho tem uma erecção.
O par de testiculos, encontra-se escondido dentro da cavidade abdominal, perto dos rins.
Nas fêmeas, a abertura genital também se encontra na barriga, onde se localizam os orgãos genitais e urinários. As duas glândulas mamárias estão dos dois lados da abertura genital e os mamilos encontram-se retraidos. Contudo estes extendem-se durante a amamentação, pois o bébé golfinho não consegue modificar o formato da boca de forma a "sugar" o leite, tendo por isso de formar uma passagem entre a lingua e a boca, na qual recolhe o leite da mãe.

Esqueleto:

O esqueleto dos mamiferos têm sofrido diversas modificações ao longo dos tempos. Os membros anteriores modificaram-se e tornaram-se em barbatanas e os ossos dos membros posteriores desapareceram por completo.
Permanece ainda uma zona pélvica, como um mero vestigio da musculatura ventral.
A maior parte das costelas dos golfinhos não estão ligadas ao externo; e as que se encontram ligadas, estão juntas, permitindo que a caixa toráxica se esmague a altas pressões sem provocar danos. O crânio é lançado para a frente e alinha com a coluna vertebral e a coluna cervical, que na maior parte das espécies está fundida uma na outra.

Pele:

A pele de um golfinho é lisa e suave. Está constantemente a ser substituida. Além disso é extremamente sensivel ao tacto e cicatriza com muita facilidade.
Virtualmente, cada golfinho adulto carrega parte dos registos acerca de interacções com companheiros, inimigos e o meio ambiente, codificados num conjunto de cicatrizes nas suas peles.
Isto tem sido util aos investigadores e cientistas, para identificarem individualmente um animal.

Cabeça:

A face dos golfinhos pode ser considerada deveras inexpressiva. Os olhos podem alargar-se e escurecer com a excitação, ou estreitar abruptamente com a raiva, mas o perpétuo sorriso caracteristico na maior parte das espécies de golfinhos nada nos diz acerca do estado emocional.
Alguns golfinhos têm aquilo a que chamamos de "bico de ave" ... outras especies não possuem nada na cabeça. Não existe ouvido externo, apenas uma pequena abertura de cada lado da cabeça, que não aparenta ser usado para audição. Em frente encontram-se os olhos, cuja função é independente um do outro.
Na maior parte das espécies, os maxilares são direitos, alongados e estreitos. Na parte posterior do maxilar superior, situa-se uma área de tecido gorduroso conhecida por "Melão". O cerébro fica mesmo na parte de trás do crânio.
Muitas espécies de golfinhos têm um grande número de dentes, alguns mais de 200. Ao contrário dos outros mamiferos, os machos com dentes, não possuem dentes de leite, mas desenvolvem um único conjunto de dentes que jamais será substituido.
Situado no topo da cabeça, por detrás do melão, encontra-se um orificio de respiração. Em todas as espécies, este orificio está sempre fechado e só pode ser aberto por acção muscular. Existem duas passagens nasais no crânio, que se junta a um único tubo que se une ao fim da traqueia. O facto de a traqueia e o esófago do animal estarem complectamente separados, permite ao animal alimentar-se debaixo de água sem se afogar.

Rins:

Os rins são grandes, e consistem de muitos lombos interligados e "empacotados". O mesmo tipo de rins pode ser encontrado nas focas e ursos, por isso não podemos avaliar o valor de adaptação para a vida na água. Os rins dos golfinhos contêm também estruturas especiais que ajudam na filtragem enquanto mergulham.
Muitos poderão pensar que os golfinhos têm problemas em arranjar água para sobreviverem, visto viverem num meio salino, é que os rins desempenham uma importante função nesse aspecto; mas na realidade, os golfinhos têm a maior parte da água que necessitam alimentando-se dos peixes.

Nadadeira Dorsal:

Muitos golfinhos possuem uma barbatana dorsal, em que o tamanho varia de espécie para espécie. É-nos desconhecido o motivo que levou ao desenvolvimento desta barbatana.
Pelo que conhecemos, não existe nada análogo nos antepassados terrestres dos cetáceos. Mas como a barbatana dorsal não possui ossos, não é surpreendente que não apareça nos fósseis.
Contudo a existência desta barbatana não é essêncial à sobrevivência do cetáceo.

Nadadeira Posterior ou Cauda:

São duas barbatanas posteriores que constituem a cauda do golfinho. São achatadas e horizontais e consistem de tenões e fibras sem ossos. A função destas barbatanas é servirem de pás para impulsionar o movimento do golfinho.

Circulação Sanguinea:

Existem diversas partes notáveis no sistema circulatório dos golfinhos. Uma delas é a extraordinária rede de vasos sanguineos. Pensa-se que esta rede fabulosa tem como função proteger os orgãos vitais dos efeitos da pressão da água e aprisionar qualquer bolha de hidrogénio que se possa formar na ascenção do golfinho de zonas de altas pressões.
O cérebro recebe constantemente sangue, mesmo durante mergulhos profundos.
Outro aspecto notável na rede sanguinea, é minimizar a perda de calor no corpo do golfinho, pois os vasos sanguineos são extendidos a todas as partes do corpo e mesmo dos extremos como as barbatanas. Mas o golfinho também pode fazer o inverso, e a rede sanguinea também permite a diminuição do calor, em vez de obrigar o sangue a atravessar perto da espinha dorsal; contrai determinada artéria e obriga o sangue a passar mais perto da pele, libertando calor.

Reprodução dos golfinhos...

Acasalamento e nascimento de golfinhos:

Os mais íntimos detalhes de acasalamento e nascimento de golfinhos, têm permanecido escondidos da observação humana. Muitos investigadores possuem apenas uma vaga ideia dos hábitos reprodutivos dos golfinhos.
Pensa-se que o acasalamento será sazonal. Observando golfinhos em cativeiro, os cientistas determinaram o tempo de gravidez exacto para algumas espécies. Por exemplo, para as orcas e de 17 meses e meio. Mas o periodo de gestação continua desconhecido para a maior parte das espécies de golfinhos. Os cientistas creem também que quase todas as espécies são promiscuas (partilham as fêmeas).
O acasalamento é realizado de barriga para barriga como as baleias e muitas fêmeas não reproduzem todos os anos. Geralmente os bébés começam por sair de cauda para fora. Por vezes existe uma fêmea a ajudar no processo.
O pai do golfinho bébé não participa na vida activa e tratamento do seu filho, porém nalgumas espécies, há fêmeas cuja função é a de baby-sitters.
Comunição dos golfinhos...

O sonar dos golfinhos

O golfinho é capaz de gerar som sob a forma de clicks, dentro dos seus sacos nasais, situados por detrás da nuca.
A frequência dos clicks é mais alta que a dos sons usados para comunicações e difere de espécie para espécie. A nuca toma a função de lente que foca o som num feixe que é projectado para a frente do mamifero. Quando o som atinge um objecto, alguma da energia da forma de onda e reflectida para o golfinho. Aparentemente é o maxilar inferior que recebe o eco, e o tecido gorduroso que lhe precede, que o transmite ao ouvido médio e posteriormente ao cérebro.
Recentemente foi sugerido que os dentes e os nervos dentários transmitiam informações adicionais ao cérebro dos golfinhos. Assim que um eco é recebido, o golfinho gera outro click. O lapso temporal entre os clicks permite ao golfinho identificar a distância que o separa do objecto. Pela continuidade deste processo, o golfinho consegue seguir objectos.
Ele é capaz de o fazer num ambiente com ruido, é capaz de assobiar e ecoar ao mesmo tempo e pode ecoar diferentes objectos simultaneamente - factores que fazem inveja a qualquer sonar humano.
Alimentação...
Os golfinhos e os porcos-marinhos são caçadores, e alimentam-se principalmente de diversas espécies de peixe. Muitos caçam em grupo e procuram as grandes "escolas" de presas.
Cada espécie de peixe tem um ciclo anual de movimentos, e os golfinhos acompanham essas escolas de peixes, ou por vezes parecem saber onde interceptá-los; provavelmente provavelmente eles conseguem estas informações pelos quimicos dos peixes como a urina e as fezes.
Contudo alguns golfinhos preferem lulas e outros comem moluscos e camarão.
As orcas, os maiores golfinhos existentes, consumem tudo o que ja foi referido anteriormente e geralmente consomem mais do que qualquer outro golfinho.
Um macho adulto em cativeiro, devora cerca e 160 Km de peixe por dia, mas a média e de 79 Kg para os machos, 63 Kg para as fêmeas e 16 Kg para os bébés.
Em cativeiro, as orcas alimentam-se de peixe morto, em liberdade, para além de peixe também se alimentam de outros mamiferos como as focas, os leões marinhos, outros golfinhos e por vezes baleias.
Geralmente os golfinhos não mastigam as suas presas, mas sim engolem-nos.
Os cientistas determinam a dieta dos golfinhos examinando o estomago dos animais mortos nas praias e por vezes, mas com raridade, as suas fezes. É muito raro um cientista conseguir observar, quanto mais fotografar um golfinho a alimentar-se, já que isto se passa dentro de água.
Provavelmente todas as espécies de golfinhos usam o sonar para apanhar os peixes. Mas quando as orcas caçam mamiferos marinhos, têm de fazer muito mais do que utilizar o sonar, têm de esperar quietas, observar e por fim atacar. Em pleno oceano, os golfinhos muitas vezes encurralam as escolas de peixes, obrigando-os a saltar para fora de água. Fenónemo várias vezes observado pelos investigadores e cientistas.
Áreas de deslocamento...
Ao contrário das baleias, a maior parte dos golfinhos não migra com a mudança das estações. Contudo, costumam viajar grandes distâncias por dia, a maior parte de vezes na procura de alimento.
Inteligência...
São diversos os factores que afectam aquilo a que chamamos de "inteligência".
O principal componente é a habilidade que se tem de comunicar.
Um humano pode ser extremamente inteligente mas se dispender todo o seu tempo a tentar sobreviver, então não restará tempo para o pensamento.
Tempo livre é então um grande factor, e os golfinhos têm-no em abundância.
Em primeiro lugar, os golfinhos não dormem como nós, eles são capazes de "desligar" uma parte do cérebro por minutos numa determinada altura ao longo do dia.
Muito raramente "desligam" o cérebro completamente. Isto é necessário porque os golfinhos necessitam de respirar ar pelo menos uma vez em cada 8 minutos.
As únicas coisas que um golfinho faz é comer grandes quantidades de peixe e brincar.
A comunicação entre espécies é também necessária. Os golfinhos usam uma linguagem por assobios que é 10 vezes mais rápida que a nossa fala e 10 vezes mais alta em frequência.
Para que um golfinho falasse com a nossa velocidade, seria como se um humano tentasse falar com um trombone, muito muito lento.
Para um golfinho, tentando falar com a nossa frequência e velocidade, o resultado seria o seguinte:
nós...........fa...la........mos...... mu....i....to.......... de.......... va.......... gar............
É muito dificil para nós falarmos assim tão devagar, e para os golfinhos também.
Outra particulariedade na comunicação dos golfinhos é o sonar, que lhes permite determinar as reacções internas de outros golfinhos, humanos, peixes, etc. Imaginem sabermos como se sentem todas as pessoas à nossa volta, se estam alegres, tristes, zangadas. Ninguém poderia enganar ou mentir. Isto deve-se a mudanças psicológicas que ocorrem dentro de nós quando pensamos em determinadas coisas.
Também através do sonar um golfinho consegue ver se alguem está ferio ou não. Eis um caso real:
Uma senhora que se encontrava numa piscina com golfinhos era continuamente empurrada para fora da piscina. Uns minutos mais tarde, ela colapsa com dores. No hospital descobre que tinha uma hemorragia interna, que os golfinhos muito provavelmente tinham dado conta.
Como não havia mais ninguém por perto na piscina, e a distância entre a linha de àgua e o cimo da piscina era grande, os golfinhos tentaram a custo impedi-la de ficar na piscina, e assim salvaram-lhe a vida.
A única coisa que os cetáceos não têm é uma maneira de registar a linguagem tal como a escrita.
Uma ideia seria construir um programa de computador que permitisse traduzir os assobios dos golfinhos em escrita e gravar; e vice-versa, passar o nosso texto para linguagem de golfinhos.
Isto já foi feito com chimpanzés e resultou surpreendentemente.
Ora tendo em conta que os golfinhos são muito mais inteligentes que os chimpanzés, porque nao tentar o mesmo?
Os golfinhos dos oceanos...
Esta é sem duvida a maior familia de golfinhos, são mais de 12 espécies diferentes. Muitos dos golfinhos oceanicos passam a maior parte do tempo, deslocando-se no oceano, cobrindo vastas áreas de mar, longe da costa. Muitas espécies estão distribuídas pelo Mundo.
Algumas dessas espécies, ocasionalmente, percorrem os rios e vivem lado a lado com os verdadeiros golfinhos de rio.
Os golfinhos oceanicos, tipicamente maiores que os de rio, diferem imenso em tamanho conforme as espécies. O golfinho oceanico mais pequeno tem 1.4 a 1.8 m de comprimento e pesa entre 36kg e 45kg. O golfinho oceanico maior é a Orca, que mede mais de 9.8m e pesa cerca de 5000Kg, sendo maior do que algumas espécies de baleias.
Os factores que ameacam estes golfinhos são vários e variam de espécie para especie. Os que vivem perto da costa sofrem o efeito da poluição, o perigo da navegação de embarcações e as redes de pesca. Aqueles que vivem longe da costa, também têm problemas... o mais grave de todos são as redes de pesca do atum, visto que os golfinhos viajam muitas vezes com este peixe.
Desconhecemos a taxa populacional destes mamiferos, contudo mesmo que um grupo destes golfinhos esteja ameaçado, há sempre outro grupo que se mantém saudável!...

As diferentes espécies de golfinhos oceanicos são:

ORCA

Orcinus Orca
Tamanho: Machos: 8.7 a 7 metros (máximo 9.8m), 4 a 5 toneladas. Fêmeas: 5.5 a 6.5 metros (máximo 7m), 2.5 a 3 toneladas.

Tamanho das crias: 208 a 276 cm

Dentes: 10 a 12 dentes cónicos, cada um dos lados do maxilar superior e inferior

Alimentação: Peixes (salmão, bacalhau e outros), leões marinhos, focas, tartarugas e outros golfinhos e baleias.

Habitate: Águas das costas e oceano

Área de deslocamento: O mundo oceânico

Estatisticas: População desconhecida, mas provavelmente existem pelo menos 10 milhões de orcas

GOLFINHO DE BOSSA

Sousa Teuszii
Tamanho: 2 metros, 100 Kg.

Tamanho das crias: desconhecido

Dentes: 26 a 31 dentes, cada um dos lados do maxilar superior e inferior

Alimentação: Peixes e crustáceos.

Habitate: Águas das costas

Área de deslocamento: África Ocidental, Camarões e provavelmente Angola

Estatisticas: População desconhecida

GOLFINHO-COMUM

Delphinus Delphis
Tamanho: 1.7 a 2.4 metos, 75 a 85 kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.

Tamanho das crias: 79 a 90 cm

Dentes: 40 a 50, ás vezes 58 dentes pequenos e aguçados,de cada um dos lados do maxilar superior e inferior

Alimentação: Peixes (variados) e camarões.

Habitate: Águas das costas

Área de deslocamento: Trópicos, Subtrópicos, e oceanos de temperaturas quentes, incluindo mediterrâneo e golfo pérsico.

Estatisticas: População desconhecida

GOLFINHO ROAZ-CORVINEIRO

Tursiops Truncatus
Tamanho: 2.3 a 3.1 metros, 150 a 275 kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.

Tamanho das crias: 98 a 130 cm

Dentes: 18 a 26 dentes,de cada um dos lados do maxilar superior e inferior

Alimentação: Peixes (bacalhau, anchovas e outros) e lulas.

Habitate: Águas das costas e oceano.

Área de deslocamento: Mundo oceânico com excepção dos mares polares.

Estatisticas: População desconhecida.

GOLFINHOS DE FLANCOS BRANCOS

Lagenorhynchus acutus
Tamanho: 2.3 a 2.5 metros, 165 kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.

Tamanho das crias: 110 cm

Dentes: 29 a 40 dentes pequenos e aguçados de cada um dos lados do maxilar superior e inferior

Alimentação: Peixes, polvos, crustáceos e lulas.

Habitate: Oceano

Área de deslocamento: Águas do Norte Atlântico.

Estatisticas: População desconhecida.

GOLFINHO ROAZ-NEGRO

Pseudorca Crassidens
Tamanho: 4 a 5.5 metros, 1,200 a 2,000 kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.

Tamanho das crias: 157 a 183 cm

Dentes: 8 a 11 dentes grandes de cada um dos lados do maxilar superior e inferior

Alimentação: Peixes grandes como o atum, lulas e por vezes ataca golfinhos que fogem das redes de atum.

Habitate: Oceano profundo

Área de deslocamento: Águas Tropicais e oceano de águas quentes.

Estatisticas: População desconhecida.

BALEOTE

Globicephala melas
Tamanho: Machos: 5.5 a 6.2 metros (max: 8.5m), 3,000 a 3,500 kg. Fêmeas: 3.8 a 5.4 metros (max: 6m), 1,800 a 2,500 Kg.

Tamanho das crias: 177 cm

Dentes: 8 a 12 dentes de cada um dos lados do maxilar superior e inferior

Alimentação: Peixes, lulas e polvos.

Habitate: Oceano profundo

Área de deslocamento: Atlântico sub-Polar, Sul do Pacifico e Pacifico índico.

Estatisticas: População desconhecida.

GOLFINHO BALEIA-SETENTRIONAL

Lissodelphis borealis
Tamanho: 2.1 a 3.1 metros, 70 kg.

Tamanho das crias: 80 a 100 cm

Dentes: 36 a 49 dentes pontiagudos de cada um dos lados do maxilar superior e inferior

Alimentação: Lulas e muitas espécies de peixes que vivem nas profundezas do oceano.

Habitate: Oceano profundo

Área de deslocamento: Norte do Pacifico.

Estatisticas: População desconhecida.

GRAMPO ou GOLFINHO DE RISSO

Grampus Griseus
Tamanho: 3.3 a 3.8 metros, 350 a 400 kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.

Tamanho das crias: 135 a 166 cm

Dentes: 2 a 7 dentes de cada um dos lados do maxilar superior e inferior, com dentes cónicos perto da frente e pesados molares atrás.

Alimentação: Lulas, polvos e peixes.

Habitate: Águas costeiras e águas profundas do mar.

Área de deslocamento: Mundo oceânico com temperatura tropical.

Estatisticas: População desconhecida.

GOLFINHO DE BICO COMPRIDO

Steno Bredanensis
Tamanho: 2.2 a 2.4 metros, 120 kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.

Tamanho das crias: desconhecido

Dentes: 20 a 27 dentes de cada um dos lados do maxilar superior e inferior, com dentes cónicos perto da frente e pesados molares atrás.

Alimentação: Lulas, polvos, moluscos e peixes.

Habitate: Águas costeiras e águas profundas do mar.

Área de deslocamento: Mundo oceânico com temperatura tropical e sub-tropical.

Estatisticas: População desconhecida.

GOLFINHOS SALPICADOS

Stenella Clymene
Tamanho: 1.8 a 2 metros, 75 kg.

Tamanho das crias: desconhecido

Dentes: 38 a 49 dentes aguçados de cada um dos lados do maxilar superior e inferior

Alimentação: Pequenos peixes e lulas.

Habitate: Oceano profundo

Área de deslocamento: Águas tropicais do Atlântico.

Estatisticas: População desconhecida.

Stenella frontalis
Tamanho: 1.8 a 2.2 metros, 110 kg.

Tamanho das crias: 88 a 120 cm

Dentes: 29 a 34 dentes pequenos e aguçados de cada um dos lados do maxilar superior; 33 a 36 dentes de cada lado do maxilar inferior

Alimentação: Peixes e lulas.

Habitate: Oceano e Costas

Área de deslocamento: Águas tropicais do Atlântico.

Estatisticas: População desconhecida.

Stenella Attenuata
Tamanho: 1.9 a 2.3 metros, 110 kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.

Tamanho das crias: 82.5 a 89 cm

Dentes: 29 a 34 dentes pequenos e aguçados de cada um dos lados do maxilar superior; 33 a 3 dentes de cada lado do maximal inferior

Alimentação: Peixes (anchovas e outros) e pequenas lulas.

Habitate: Oceano

Área de deslocamento: Águas tropicais do mundo oceânico.

Estatisticas: População desconhecida.

Stenella longirostris
Tamanho: 1.7 a 2.2 metros, 75 kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.

Tamanho das crias: 77 cm

Dentes: 45 a 65 dentes aguçados de cada um dos lados do maxilar superior e inferior

Alimentação: Peixes e lulas.

Habitate: Oceano

Área de deslocamento: Águas tropicais do mundo oceânico.

Estatisticas: População desconhecida.

Stenella coeruleoalba
Tamanho: 2.1 a 2.4 metros, 100 kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.

Tamanho das crias: 100 cm

Dentes: 45 a 50 dentes curvos e aguçados de cada um dos lados do maxilar superior e inferior

Alimentação: Peixes e pequenas lulas.

Habitate: Oceano

Área de deslocamento: Águas tropicais do mundo oceânico.

Estatisticas: População desconhecida.

VAQUITA

Phocoena Sinus
Tamanho: 1.2 a 1.5 metros, 30 a 55 kg. As fêmeas são ligeiramente maiores que os machos.

Tamanho das crias: desconhecido

Dentes: 20 a 21 dentes pequenos e aguçados de cada um dos lados do maxilar superior; 18 dentes de cada um dos lados do maxilar inferior

Alimentação: Peixes e lulas.

Habitate: Águas costeiras

Área de deslocamento: México, Califórnia.

Estatisticas: População desconhecida e em perigo de extinção.

TONINHA COMUM

Phocoena phocoena
Tamanho: 1.4 a 1.8 metros, 54 a 65 kg. As fêmeas são ligeiramente maiores que os machos.

Tamanho das crias: 67 a 80 cm

Dentes: 19 a 28 dentes pequenos e aguçados de cada um dos lados do maxilar superior e inferior

Alimentação: Peixes (anchovas e outros).

Habitate: Águas costeiras

Área de deslocamento: Norte do Atlântico, Mar Negro e Mar de Azov.

Estatisticas: População desconhecida.

GOLFINHO DA GUIANA

Sotalia fluviatillis
Tamanho: 1.4 a 1.8 metros, 36 a 45 kg.

Tamanho das crias: 70 a 80 cm

Dentes: 26 a 35 dentes de cada um dos lados do maxilar superior e inferior

Alimentação: Peixes e crustáceos.

Habitate: Águas costeiras, baias e rios

Área de deslocamento: Amazonas, Brasil, Panama e Sul do Pacifico.

Estatisticas: População desconhecida.

TONINHA DE DALL

Phocoendoides dalli
Tamanho: 1.8 a 2.2 metros, 135 a 220 kg.

Tamanho das crias: 85 a 100 cm

Dentes: 19 a 28 dentes de cada um dos lados do maxilar superior e inferior

Alimentação: Peixes e lulas.

Habitate: Águas costeiras profundas

Área de deslocamento: Águas frias o Norte Atlântico.

Estatisticas: População desconhecida.

Os golfinhos dos rios...
Os golfinhos de rio estão adaptados para a água fresca, e por esse motivo, conseguem viver constantemente nos rios. Os seus corpos são flexiveis e ideais para perseguir as suas presas, algumas das vezes em rios bastante estreitos e de caudal sinuoso.
Estes mamiferos caçam sozinhos ou em grupos de 2 ou 3, e alimentam-se de peixe basicamente. Estes golfinhos possuem uma longa fila de dentes, que os ajuda a mastigar os peixes, alguns possuem uns molares próprios para esmagar pequenos mariscos.
Três das espécies de golfinhos de rio são quase cegas, e apenas contam com o seu sonar para encontrar alimento e navegarem.
A principal ameaça para estes golfinhos, é a poluição dos rios onde vivem. Em muitos dos paízes onde estes mamiferos se encontram - China, India, Paquistão e America do Sul - a população foi apoderando-se dos terrenos à volta dos rios, e retirado a maior parte dos seus recursos, contudo os golfinhos sobrevivem apenas pelas crenças destas mesmas pessoas. Estes mamiferos são considerados lendas, e presságios.

As diferentes espécies de golfinhos dos rios são:

BAIJI

Lipotes Vexillifer
Tamanho: 2 a 2.5 metros, 135 a 230 Kg. As fêmeas são ligeiramente mais largas que os machos.

Tamanho das crias: 70 a 80 cm

Dentes: 30 a 35 dentes cónicos, cada um dos lados do maxilar superior e inferior

Alimentação: Peixes.

Habitate: Rios

Área de deslocamento: Lagos na China e afluentes do rio Yangtze.

Estatisticas: População em perigo. Só já existem 300 e a desaparecer.

BHULAN

Platanista Minor
Tamanho: 2 a 2.5 metros, 80 a 90 kg. As fêmeas são ligeiramente mais largas que os machos.

Tamanho das crias: 70 a 75 cm

Dentes: 27 a 33 dentes afiados, cada um dos lados do maxilar superior e inferior

Alimentação: Peixes, moluscos e crustáceos.

Habitate: Rios

Área de deslocamento: Rios e afluentes no Paquistão

Estatisticas: População em perigo de extinção, só já existem cerca de 500 individuos.

BOTO

Inia Geoffrensis
Tamanho: 2 a 2.5 metros, 85 a 160 kg

Tamanho das crias: 70 a 83 cm

Dentes: 24 a 32 dentes de cada um dos lados do maxilar superior e inferior, com dentes cónicos perto da frente e pesados molares atrás.

Alimentação: Peixes de rio.

Habitate: Rios

Área de deslocamento: O Amazonas e afluentes no Brazil, e outros rios na Venezuela, Equador, Peru, Bolivia e Colombia.

Estatisticas: Vulneráveis. Número desconhecido.

GANGES SUSU

Platanista Gangetica
Tamanho: 2 a 2.5 metros, 80 a 90 kg. As fêmeas são mais largas que os machos.

Tamanho das crias: 70 a 75 cm

Dentes: 27 a 33 dentes afiados, de cada um dos lados do maxilar superior e inferior

Alimentação: Peixes, moluscos e crustáceos.

Habitate: Rios

Área de deslocamento: Rios e seus afluentes na India e Nepal.

Estatisticas: População vulnerável, são cerca de 5000.

Classificação da Ordem Cetacea...

Classificação da ordem cetacea:

Sub-ordem ODONTOCETI:
    Super-Familia Platanistoide:
       Familia Platanistidae:
             -Platanista gangetica
             -Platanista minor

       Familia Pontoporiidae:
          Sub-Familia Lipontinae:
             -Lipotes vexillifer
          Sub-Familia Pontoporiinae:
             -Pontoporia blainvillei

      Familia Iniiae:
             -Inia geoffrensis

Super-Familia Delphinoidea:
      Familia Monodontidae:
          Sub-Familia Delphinapterinae:
              -Dephinapterus leucas
          Sub-Familia Monodontinae:
              -Monodon monoceros

       Familia Phocoenidae:
          Sub-Familia Phocoeninae:
              -Phocoena phocoena
              -Phocoena spinipinnis
              -Phocoena sinus
              -Neophocaena phocaenoides
          Sub-Familia Phoceonoidinae:
              -Australophocaena dioptrica
              -Phocoenoides dalli

Familia Delphinidae:
          Sub-Familia Steninae:
               -Steno bredanensis
               -Sousa chinensis
               -Sousa teuszii
               -Sotalia fluviatilis
          Sub-Familia Delphininae:
               -Langenorchynchus albirostris
               -Langenorchynchus acutus
               -Langenorchynchus obscurus
               -Langenorchynchus obliquidens
               -Langenorchynchus cruciger
               -Langenorchynchus australis
               -Grampus griseus
               -Tursiops truncatus
               -Stenella frontalis
               -Stenella attenuata
               -Stenella longirostris
               -Stenella clymene
               -stenella coeruleoalba
               -Delphinus delphis
               -Lagenodelphis hosei
          Sub-Familia Lissodelphinae:
               -Lissodelphis borealis
               -Lissodelphis peronii
          Sub-Familia Orcaellinae:
               -Orcaella brevirostris
          Sub-Familia Cephalorchynchinae:
                -Cephalorchynchus commersonii
                -Cephalorchynchus eutropia
                -Cephalorchynchus headvisidii
                -Cephalorchynchus hectori
          Sub-Familia Globicephalinae:
                -Peponocephala electra
                -Feresa attenuata
                -Pseudorca crassidens
                -Orcinus orca
                -Globicephala melas
                -Globicephala macrorhynchus

Super-Familia Ziphinoidea:
Familia Ziphinoidae:
                -Tasmaetus shepherdi
                -Berardius bairdii
                -Berardius arnuxii
                -Mesoplodon pacificus
                -Mesoplodon bidens
                -Mesoplodon densirostris
                -Mesoplodon europaeus
                -Mesoplodon layardii
                -Mesoplodon hectori
                -Mesoplodon grayi
                -Mesoplodon stejnegeri
                -Mesoplodon bowdoini
                -Mesoplodon mirus
                -Mesoplodon ginkgodens
                -Mesoplodon carlhubbsi
                -Ziphius cavirostris
                -Hyperoodon ampullatus
                -Hyperoodon planifrons

 

Super-Familia Physeteroidea:
Familia Physeteridae:
        Sub-Familia Physeterinae:
                -Physeter macrocephalus

Familia Koiidae:
                -Kogia breviceps
                -Kogia simus

Sub-ordem MYSTICETI:
Familia Balaenidae:
                -Balaena mysticetus
                -Eubalaena australis
                -Eubalaena galcialis

Familia Neobalaenidae:
                -Caperea marginata

Familia Eschrichtiidae:
                -Eschrichtius robustus

Familia Balaenopteridae:
       Sub-Familia Balaenopterinae:
                -Balaenoptera acutorostrata
                -Balaenoptera borealis
                -Balaenoptera edeni
                -Balaenoptera musculus
                -Balaenoptera physalus
       Sub-Familia Megapterinae:
                -Megatpera novaengliae

 

As super-familias Ziphioidea e Physeteroidea, e a sub-ordem Mysticeti, são consideradas BALEIAS. As restantes familias da lista são GOLFINHOS e TONINHAS.

A ORDEM CETACEA:
A ordem Cetacea compreende três sub-ordens: Archaeoceti, Mysticeti (baleias) e Odontoceti (golfinhos).
A primeira inclui apenas espécies que já se extinguiram e que viveram durante o Eocénio, Oligocénio e Miocénio. As outras duas distinguem-se uma da outra primariamente pelo espiráculo, dentição e estrutura dos crâneos.
Todas as espécies de cetáceos possuem dentes durante o período fetal, pelo menos nas gengivas. A diferença entre os odontocetes e os misticetes neste aspecto, reside no facto de estes dentes nunca emergirem das gengivas no caso dos misticetes, sendo substituidos por uma série de lâminas córneas de origem dérmica, denominados barbas, que os animais usam como colectores de alimento. Os odontocetes por seu lado, não possuem barbas e retêm os dentes após o nascimento. Em algumas espécies, esses dentes não chegam a emergir das gengivas durante toda a vida. Embora existam fósseis de odontocetes com dentes polifórmicos, os actuais possuem dentes uniformes e, ao contrário dos outros mamíferos, não possuem dentição de leite.
Durante o desenvolvimento embriológico, também todos os cetáceos possuem pêlos. No entanto, enquanto nos misticetes estes permanecem durante a vida como orgãos sensoriais, nos odontocetes desaparecem logo após o nascimento.
Outra característica que separa as duas sub-ordens actuais é o esterno, bem desenvolvido nos odontocetes e pequeno, ligando-se apenas a um ou dois pares de costelas, nos misticetes.
Mais abaixo encontramos um resumo com as principais diferenças entre as duas sub-ordens.

SUB-ORDEM ODONTOCETI:
-Espiráculo singular
-Dentes sempre presentes
-Barbas ausentes
-Esterno comparativamente grande e estrutura esquelética do tórax completa.

SUB-ORDEM MYSTICETI:
-Espiráculo bipartido
-Dentes ausentes após o nascimento
-Existência de barbas
-Esterno comparativamente pequeno e estrutura esquelética do tórax mais simples.

Código do amigo dos golfinhos...

1. O amigo dos golfinhos não se esquece que eles são grandes mamíferos selvagens, como os gorilas ou as zebras, e que devemos respeitar o seu antiquíssimo modo de vida na Natureza.
2. O amigo dos golfinhos sabe que cada um dos animais que vive na região do Sado é uma das maiores preciosidades faunísticas do País, e que todos os esforços devem ser feitos para a sua preservação.
3. O amigo dos golfinhos sabe que a riqueza do rio Sado está ameaçada pela poluição e pelas pescas ilegais e apanhas ilegais de marisco, e esforça-se na medida das suas possibilidades para melhorar a qualidade do ambiente na região.
4. Se um amigo dos golfinhos vai de barco e encontra um grupo deles no estuário do Sado evitará assustá-los ou perturbá-los, e lembra-se que eles podem andar com fome à procura de alimento. Se isso for o caso, eles precisam de sossego e silênci o.
5. O amigo dos golfinhos não tentará aproximar-se deles a menos de 50 metros de distância. E se mesmo assim eles mergulham ou batem com a cauda na água, o amigo dos golfinhos respeitará que eles não queiram a sua visita naquela altura, e saberá manter-se à distância.
6. Quando o amigo dos golfinhos está próximo de um grupo lembra-se de que é falta de educação dirigir o seu barco para o meio deles, ou cruzar-se à sua frente, ou encurralá-los contra algum obstáculo, por exemplo, a costa ou um navio.
7. Quando o amigo dos golfinhos tem a sorte de os encontrar num dia em que eles estão brincalhões, e em que são eles a aproximar-se do seu barco a motor, procurará manter-se a uma velocidade baixa, sem acelerações nem reduções, pois qualquer mu dança brusca poderá assustá-los ou provocar um acidente.
8. Se um amigo dos golfinhos encontra algum deles morto ou em perigo avisará imediatamente a Reserva Natural do Estuário do Sado, o Projecto Delfim ou as autoridades marítimas. Mesmo de um golfinho morto poderemos aprender muitas coisas importa ntes para a conservação dos vivos.
9. Se um amigo dos golfinhos encontra algum deles numa praia, ainda vivo, procurará ajudá-lo avisando as autoridades, conservando o animal molhado e protegido do sol, e mantendo-lhe o orifício respiratório desimpedido. Não o tentará puxar pela cauda e evitará barulho e agitação nas proximidades do animal.
10. O amigo dos golfinhos procura aprender coisas sobre eles, o seu modo de vida e os perigos que os ameaçam, e esforça-se por transmitir às outras pessoas entusiasmo e preocupação pela Natureza.

Distribuição dos golfinhos no mundo...

Embora a palavra golfinho se utilize para designar uma grande quantidade de cetáceos, como sucede no caso dos golfinhos de rio da familia dos Platanistídeos, o seu emprego correcto restringe-se habitualmente aos componentes da família dos Delfinídeos. Os diferentes autores tratam esta família de diferentes maneiras. Na presente exposição seguimos a classificação de Simpson, que compreende um pouco mais de sessenta espécies.
O golfinho-de-bico-comprido (Steno Bredanensis) tem uma ampla distribuição, encontrando-se nas zonas quentes dos oceanos Atlântico, Pacífico e Indico, assim como na baía de Bengala e nos mares Vermelho, Mediterrâneo e das Caraíbas. Os seus hábitos são totalmente desconhecidos.
Em águas quentes, salgadas e doces, desde a China até à África, habitam cerca de cinco espécies do género Sousa, cujo aspecto recorda, bastante o do conhecido roaz-corvineiro. Muito mais de água doce, as cinco espécies do género Sotalia habitam as costas das Guinas e do Brasil, ocupando inteiramente a bacia do Amazonas.
De muito vasta distribuição são as espécies do género Stenella, que vivem praticamente em todas as águas quentes. Muito características são algumas espécies, chamadas golfinhos-salpicados por possuirem uma coloração manchada.
Os mais conhecidos golfinhos são os pertencentes ao género Delphinus, dos quais o golfinho-comum(Delphinus Dalphis), o mais frequentemente representado nos frescos gregos, habita todas as águas quentes e temperadas do mundo.
Começou há pouco a ver-se nos aquários um estranho e simpático golfinho que pode chegar a medir mais de 4 metros de comprimento e de face e focinho inconfundíveis. Trata-se do grampo (Grampus griseus), também chamado golfinho-cinzento.
O golfinho mais utilizado em experiências e exibições tem sido o roaz-corvineiro (Tursiops Truncatus), que se pode encontrar em todos os mares do mundo. Embora menos brincalhões, foram também empregados os golfinhos-raiados (cinco espécies do g énero Lagenorhynchus), que parecem ser de uma extraordinária sociabilidade, pois se associam com muita frequencia a outras espécies.
Muito pouco conhecidos são os golfinhos do género Feresa, dos quais parecem existir duas espécies diferentes. A sua distribuição é provavelmente mundial.
Nas águas dos oceanos do hemisfério sul habitam uns curiosos golfinhos de pequeno tamanho, de 1,80m de comprimento máximo, chamados golfinhos-pios ou de Commerson (Cephalorhynchus commersonii), que são os únicos golfinhos de pequeno tamanho que têm uma coloração branca e negra. Preferem viver em águas frias e nada se conhece dos seus hábitos. Igualmente conspícua é a colocação branca e negra do gigante da familia, o roaz-de-bandeira (Orcinus Orca), sem dúvida o mais temível predador que a vida produziu no nosso planeta; encontra-se principalmente nos oceanos Árctico e Antártico, embora viva igualmente em qualquer outro mar. Semelhante a ele, mas muito menor, é o roaz-negro (Pseudorca crassidens), também de ampla distribuição.
O golfinho do rio Irrawaddy (Orcaella brevirostris) habita as costas quentes do Sudoeste asiático, penetrando no rio que lhe dá o nome até 1400 Km da costa. Foi visto na baía de Bengala, Tailândia, Java, Bornéu, estreito de MAlaca e na costa le ste da península malaia. Geralmente vive em pequenos grupos que costumam acompanhar as embarcações do rio. De aspecto semelhante, mas muito maiores, várias espécies de baleotes ou baleias-piloto (género Globicephala) distribuem-se por todas as àguas do mundo, excepto os ma res polares.
Talvez os mais estranhos componentes da família sejam as duas espécies de golfinhos-baleia (género Lissodelphis), caracterizados pela ausência de barbatana dorsal; aparentemente têm uma distribuição mundial.
Mas talvez o golfinho menos conhecido seja o golfinho do Bornéu (Lagenodelphis hosei), do qual apenas se possui o esqueleto de um espécime capturado no rio Lutong, no bornéu. O nome genérico alude à mistura de características que esta espécie p arece possuir dos géneros Lagenorhynchus e Delphinus. As toninhas-comuns (género Phocaena) estão entre os cetáceos mais conhecidos pelo homem, devido ao facto de serem abundantes nas costas, penetrando mesmo em muitos rios, nos quais chegam a criar. Existe uma grande confusão no emprego das palavras golf inho e toninha. Correctamentem este ultimo nome restringe-se aos pequenos golfinhos, cujo focinho não está prolongado em bico, mas ingleses e americanos utilizam as duas palavras como sinónimos.

Caso você tenha a enorme felicidade de estar próximo de algum cetáceo, as autoras dão algumas recomendações de como agir no caso de:

Como proceder caso algum cetáceo se aproxime da embarcação

Golfinhos
Manter constante a velocidade do barco, sem realizar mudanças súbitas de direção.
Não lançar objetos na água ( lixo, iscas artificiais, brinquedos, etc), nem tentar alimentar os animais jogando-lhes peixes, lulas ou qualquer outro tipo de comida: seria inútil e poderia molestá-los
Evitar fazer qualquer tipo de barulho.

Baleias
Diminuir imediatamente a velocidade do barco
Não tentar direcionar o animal para um determinado local
Nunca tentar separar um grupo, nem posicionar-se entre os animais (principalmente no caso de fêmea e filhote)
Não permitir que qualquer pessoa entre na água enquanto uma baleia estiver por perto.
Se alguma baleia se aproximar muito do barco e houver risco de colisão, afastar-se quando for possível ver claramente o animal a salvo na superfície. Se isso não for possível e a baleia chegar muito perto, desligar imediatamente o motor e não tornar a ligá-lo antes de avistá-la claramente a uma distância segura.
Não jogar objetos na água (lixo, iscas artificiais, brinquedos, etc), nem tentar alimentar os animais atirando-lhes peixes, lulas ou qualquer outro tipo de comida: seria inútil e poderia molestá-los.
Evitar fazer qualquer tipo de barulho.

Em qualquer dos casos acima, afaste-se imediatamente se:
Houver mudança súbita na direção do deslocamento do animal (ou do Grupo) ou em seu padrão de nado.
Uma baleia adulta começar a saltar ou bater as nadadeiras.

Como nadar ou mergulhar com cetáceos sem risco

Se você for surpreendido na água pela presença de baleias:
Se houver uma praia ou barco por perto, saia com calma da água, e, enquanto espera o animal se afastar, aproveite para observá-lo.
Se não for possível sair da água, procure fazer pouco barulho ou movimento. É muito difícil que isto aconteça, mas se por ventura a baleia se aproximar demais, basta que você nade para longe, batendo com os braços e as pernas na água, e ela normalmente se afastará.
Nunca tente perseguir ou nadar atrás de baleias, principalmente de filhotes.

No caso do encontro com golfinhos ou botos:
Não tente perseguir os animais
Não atire qualquer objeto em sua direção
Não faça muito barulho
Se por acaso algum golfinho aproximar-se de você, não tenha medo, ele provavelmente só veio "dar uma olhada" mais de perto e não vai atacá-lo.
Para não assustar ou afugentar o animal, mantenha os braços às costas e nade sem fazer movimentos bruscos e sem bater muito as pernas.
Se o animal se mantiver por perto, você pode brincar imitando seus movimentos ( os golfinhos adoram essa brincadeira).
Mesmo que você se sinta tentado a tocá-lo, mantenha os braços às costas: o mero movimento do braço pode parecer agressivo ao golfinho.
Aproveite o momento de sorte para admirar os belos movimentos do animal!
Caso a curiosidade de algum golfinho o incomode, basta nadar batendo braços e pernas na água, que normalmente ele se afastará. Às vezes, as pessoas preferem observar os animais de fora da água, o que também pode ser muito divertido.

Procedimentos recomendados em caso de encalhe
A primeira atitude a tomar quando se encontrar cetáceos encalhados, estejam vivos ou mortos, é avisar os pesquisadores, procurando imediatamente a instituição local envolvida com a conservação de cetáceos.
Não se deve tocar ou mexer em animais encalhados para não colocar a própria saúde em risco.Agentes infecciosos podem ser transmitidos mesmo por animais aparentemente sadios. Além disso, o animal poderia machucar involuntariamente alguém ao bater as nadadadeiras ou tentar movimentar-se.
Tentar empurrar um cetáceo de volta para a água é inútil e arriscado. Amarrar ou puxar o animal pela cauda ou pelas nadadeiras poderia matá-lo ou machucá-lo.

Se o animal estiver vivo, recomendamos os seguintes procedimentos:
Se possível, fazer um abrigo simples para mantê-lo à sombra, usando por exemplo lonas ou lençóis apoiados em algumas estacas.
Manter o corpo do animal úmido, jogando água do mar ou aplicando toalhas de cor clara molhadas, sempre tendo o cuidado de não jogar água ou tapar o orifício respiratório e os olhos.
Controlar o barulho e o tumulto perto do animal.
Evitar o uso de flashes ou luzes diretamente sobre os olhos do animal.

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