Gripe

Do frânico gripan , pelo francês, gripe.
-Definição: Doença infecciosa epidêmica provocada pelo Mixouvirus influenzae. Gripe maligna, forma grave de gripe que leva a um acometimento pulmonar difuso, necessitando com urgência de uma reanimação ventilatória em unidade de tratamento intensivo.

A gripe é uma doença altamente contagiosa, que evolui por pequenas epidemias, nas quais alguns casos chegam a ser mortais. A incubação dura de dois a cinco dias, quando se segue um período sintomático de início brusco caracterizado por febre, dor de cabeça e dores musculares. Com freqüência se associa à coriza e a uma tosse não produtiva, intermitente e dolorosa. O restabelecimento, no entanto, se dá em alguns dias, com um novo pico febril no terceiro ou quarto dia. As complicações podem estar ligadas ao próprio vírus ou a superinfecções microbianas. A vacinação contra a gripe está disponível nos países avançados para a massa de população, mas no Brasil, pela prioridade dada ao combate a doenças mais graves, só é fornecida, a pedidos, pelo Instituto Butantã, de São Paulo.

A gripe é uma enfermidade infecciosa das vias respiratórias superiores que produz cansaço, dores musculares e febre alta, que obriga o paciente a ficar de repouso. Uma das medidas para diminuir a febre é colocar compressas úmidas na testa.

Gripe é uma doença que todo mundo, pelo menos uma vez, já teve. É uma doença infecciosa aguda de origem virótica, extremamente contagiosa, que se caracteriza por uma afecção catarral das vias respiratórias superiores. Sua transmissão se dá através das pequenas gotas de saliva que se projetam ao tossir ou espirrar, o que fazem com freqüência as pessoas gripadas.

A mesma pessoa pode ser afetada duas ou mais vezes numa mesma época, porque o vírus da gripe não é imutável, mas sofre mutações com grande facilidade, e as defesas que o organismo cria no início do primeiro ataque podem não ser eficazes contra os ataques posteriores.

Periodicamente se fala em certas epidemisa com determinadas características, como a "gripe asiática". A origem desta qualificação é uma pandemia (epidemia mundial) de gripe que ocorreu em 1957 e cujo foco foi a península asiática da Indochina. A mutação que apresenta o vírus, o diferenciava tando dos anteriores que atingiu um grande número de pessoas.

A expansão epidemiológica da gripe a todo o planeta é uma característica de nosso século. No final do século XIX parecia que esta doença encontrava-se em vias de desaparecer; a primeira grande pandemia com repercussões mundiais de que se tem conhecimento se deu em 1918 e provocou um quadro sério, pois acarretou a morte de 20 milhões de pessoas.

Uma epidemia de gripe geralmente alcança sua intensidade máxima em dois ou três meses e depois regride paulatinamente.

Os cálculos mais recentes indicam que mais da metade total da população é atingida.

Um ou dois dias depois de haver se dado o contágio, aparecem subitamente dor de cabeça, dores musculares (principalmente nas pernas e nas costas), febre e uma considerável sensação de cansaço e prostração. Esta primeira proliferação de sintomas, que em muitas ocasiões são acompanhados de perda do apetite, náuseas e prisão de ventre, recebe, em termos populares, o nome de trancazo. Quando aqueles sintomas começam a regredir, entra na segunda fase, na qual surgem ou se acentuam os problemas respiratórios, manifestados por tosses, espirros, ronqueira e dor no peito.

O desenvolvimento do ciclo oscila entre dois ou três dias e uma semana, embora uma ligeira sensação de cansaço e inapetência possa prolongar-se, como efeito residual durante várias semanas.

Alguns recomendam as vitaminas ou os tônicos reconstituintes para combater esta sensação. Mas não têm qualquer eficácia. O cansaço deriva da persistência dos efeitos tóxicos da infecção e eles só cedem, progressivamente, de maneira espontânea.

Pode-se dizer que a gripe é uma doença benigna, embora não se deva esquecer dos casos que apresentam complicações. Destas, a mais freqüente é a pneumonia, conseqüência a que são propensas tanto as pessoas de idade avançada como os lactentes, e nos dois casos podem ocorrer casos galopantes. A taxa de mortalidade em decorrência da gripe varia entre 2 e 5% da população, segundo a virulência da epidemia.

Medidas devem ser tomadas para o combate à gripe. O doente deve ficar na cama, ingerir alimentos leves e nutritivos e beber muito líquido. A tosse e as dores atenuam-se com remédios indicados especificamente para seu tratamento, independentemente de que sejam ou não resultado da gripe. Ao contrário do que diz a crença popular, é inútil o doente transpirar.

Os antibióticos não são adequados para combater a gripe, já que ela, como se disse, é provocada por vírus e os antibióticos combatem apenas as infecções produzidas por bactérias. Contudo, quando existe perigo de uma complicação broncopulmonar por sobreinfecção bacteriana, os antibióticos são eficazes para prevenir esta última.

A vacina antigripal é eficaz unicamente se o vírus, a partir do qual ela foi elaborada, coincidiri como o da infecção a se prevenir. As dificuldades para que se produza tal coincidência são enormes, já que as características do vírus mudam de um ano para outro. Somente depois de se manifestar uma nova modalidade de gripe, dispõe-se dos elementos necessários para se adequar a vacina à epidemia concreta. A Organização Mundial de Saúde criou uma série de centros dedicados a isolar e identificar os vírus gripais modificados, para distribuí-los a todas as nações a fim de que sejam produzidas as vacinas. Mas em muitas ocasiões não é possível obter a tempo as doses suficientes para se deter uma epidemia.

| voltar |